Tunga •

Abertura:
27 de março de 2008

Exposição:
De 27 de março a 30 de abril de 2008

Com um trabalho plástico-visual percorrendo uma criação que investiga várias áreas do conhecimento através de referências literárias, artísticas, filosóficas e científicas (arqueologia, paleontologia, zoologia, medicina), utilizando uma diversidade e um acúmulo de materiais, onde objetos comuns são transformados em seu uso e relação na invenção de um universo instigante e fantástico entre o real e o imaginário, e exibindo nesta postura não apenas uma obra, mas um projeto estético, de marca inteiramente pessoal em seus desenhos, esculturas, instalações, performances, vídeos, fotos, Tunga se tornou hoje um dos artistas brasileiros em atividade de maior internacionalização nas artes visuais. Exposição de trabalhos inéditos do artista.

“Meu trabalho consiste em construir junto ao espectador uma poética que seja minha e dele, podendo resgatar nos processos primários, um mundo em transformação, um mundo por nós transformável. Daí é que hermenêuticas diversas me interessam. Mostrar, criar um fato e suas versões. Contar com a versão dos fatos dos outros e de outros fatos suscitados pelo criado… Nisto consiste a psicanálise, a teoria literária, a etimologia, até a odontologia para que se criem versões para fatos que contribuem para adensar uma visão poética do mundo.Usar estas versões de modo “perverso” é coisa da poesia”.

Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão nasceu em Palmares, Pernambuco, em 1952. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1974, onde conclui o curso de arquitetura e urbanismo na Universidade Santa Úrsula.

É colaborador da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo. Na década de 80, realiza conferências no Instituto de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula e na Universidade Candido Mendes. Recebe o Prêmio Governo do Estado por exposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 1986. No ano seguinte, Arthur Omar realiza o vídeo O Nervo de Prata, sobre sua obra.

Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas e, em 1991, o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte pela obra “Preliminares do Palíndromo Incesto”. Para realizar seu trabalho, investiga áreas do conhecimento como literatura, filosofia, psicanálise, teatro, além de disciplinas das ciências exatas e biológicas. Vive no Rio de Janeiro.

Angélica de Moraes
“Na Galeria Luisa Strina, o artista expõe sete conjuntos de objetos-esculturas que, a um primeiro olhar, parecem peças de cerâmica. A cor terrosa engana. Ela não é do material, mas do seu acabamento insólito: maquiagem. As peças são fundidas em bronze e cobertas com base, batom e pó compacto. A superfície resultante não se pretende simulacro perfeito da pele: conserva o índice da mão que a plasmou em argila.
Os objetos-esculturas nasceram do desenho de corpos unidos. O artista isolou a linha que define ao mesmo tempo duas pessoas: fronteira e mistura de peles, vasos comunicantes e incomunicados. Metáfora das relações amorosas, essa linha ganhou volume e expandiu-se em duas formas: urna e cálice (ou aberto e fechado, masculino e feminino). Preenchendo o espaço entre elas, um lábio. Está montada a equação visual que, conforme os hábitos de Tunga, ainda se alimentou de inúmeras fontes de pesquisa, entre elas as ciências exatas”.

Abertura:
27 de março de 2008

Exposição:
De 27 de março a 30 de abril de 2008