Abertura:
30 de janeiro de 2026
Exposição:
De 30 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026
Na exposição “Mitos primais”, o artista Yuri Ferraz se encontra em meio de uma intersecção de universos mitológicos distintos, amalgamados a partir de uma vontade criadora que se apropria dos arquétipos do inconsciente coletivo da humanidade.
A ARTE TRANSMITOLÓGICA DE YURI FERRAZ
A justaposição de módulos a partir de uma célula conceitual já se encontra nas operações da própria Natureza. A colméia das abelhas, os flocos de neve e os demais cristais, as escamas dos peixes e répteis em evolução e os segmentos articulados dos insetos propagam e estendem este mesmo princípio: A criação de séries através de um desenvolvimento temático, como uma música dodecafônica de Shoenberg, Webern e Alban Berg. A arte de Yuri Ferraz é assim: Uma sucessão de metâmeros de complexidade variável, caminhando com segurança técnica e destreza manual sobre o matérico da forma. Yuri Ferraz plasma os seus ideais partindo dos embriões da Ciência e da Tecnologia, em paralelo íntimo com o cerne da Natureza. É em síntese, excelente arte para ser vista, lida e pensada.
Ao completar um quarto de século de produção ininterrupta, o artista se encontra em meio de uma intersecção de universos mitológicos distintos, amalgamados a partir de uma vontade criadora que se apropria dos arquétipos do inconsciente coletivo da humanidade. O resultado é uma explosão de cor e de imagens múltiplas, as quais obedecem a uma narrativa completa e original, que ao invés de se expressar em palavras recorre a ícones visuais universais para este intento.
O artista espelha a fauna, a flora e a antropologia, física e cultural, incluindo até mesmo a mitologia contemporânea das HQs, fundamento conceitual do seu magnífico trabalho, de grande impacto visual.
Ricardo Chequer Chemas
Outono de 2025.
Abertura:
30 de janeiro de 2026
Exposição:
De 30 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026
















