Mario Cravo Neto •

Abertura:
03 de dezembro de 2004

Exposição:
De 03 de dezembro a 03 de janeiro de 2005

A mostra O Tigre do Dahomey – A serpente de Whydah, de Mario Cravo Neto, apresentou 59 fotografias, acompanhado do lançamento de um livro com o mesmo título.

A exposição e o livro trazem referências ao momento do sacrifício. São animais ensanguentados, sem a cabeça ou com a cabeça separada do corpo representando oferenda ao deus, numa mistura de ervas, penas e sangue. As referências ao candomblé e a sua ritualística são constantes em sua obra e Exu é representado não só pelos objetos e cores, mas pela atitude de valorização da cultura religiosa afro-brasileira implícita na encenação dos personagens.

Margarett Loke
Ele continua empurrando os limites da foto-grafia em preto e branco desnudando deu-sas formas na escuridão.

(The New York Times, 21.11.1997)

Isabel Carlos Lisboa
(…) a fotografia é, em M.C.N., mais do que um lugar de experimentação de efeitos ou, nou-tra vertente, um registro da realidade: é, sobretudo, um lugar de procura da natureza humana, no que esta possui simultanea-mente de visceral e de sublime. Por isso, os seus retratos não são apenas caras e cor-pos encenados em estúdio: são registros de algo que aconteceu, de vivências, de pro-cessos, de transformações – ou, se quiser-mos, de “performances” (o corpo espirrado de cal, o pássaro tropical em interacção sobre um torso, uma tartaruga no lugar do rosto: acções pontuais que desestabilizam os limites de todos os corpos). (…)

Abertura:
03 de dezembro de 2004

Exposição:
De 03 de dezembro a 03 de janeiro de 2005