PAULO PASTA •

Abertura:
25 de May de 2017

Exposição:
De 25 de May a 01 de July de 2017

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Claudius Portugal num texto escrito especialmente para a exposição, diz: “Paulo Pasta é visto pela crítica como um pintor essencialmente pintor. Esta afirmativa surge ao se somar os vários caminhos de sua arte – a maneira de lidar com a linguagem e o contemporâneo da arte, no modo de abordar as questões da pintura em nosso tempo, o uso das formas e das cores sobre o plano da tela. Uma trajetória marcada por uma coerência, onde estão desde contradições e complementariedades, nas formas em seu equilíbrio, nas cores como vibração do ato de pintar, e em sua sedução para a visualidade do espectador. Uma poética de articulação e de desdobramento”.

“Nascido no interior de São Paulo, ingressa em 1978 na Faculdade de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP. Começa a expor individualmente em 1986. Neste primeiro período, com a série Canaviais, em lápis de cor e pastel seco, passa a ter o que se chama cor da memória. A cor em seu próprio corpo e não das coisas. A transição cromática não com um sentido literário, mas como poético, pela síntese, pelo alumbramento, pela essência e pelo sensível, iniciando seu repertório de pintor”.

“Desta primeira fase forma-se uma relação mais direta entre desenho e cor. Em seguida, sua pintura busca elementos em objetos e formas, blocos geométricos, e a técnica adquire novos materiais, podendo considerá-las como paisagens escultóricas. Num outro momento temos o uso da encáustica, uma técnica milenar. A cor em suas sobreposições de tintas e de uma consistência pictórica, levando-o a exercer uma pintura matérica, feita na relação com a matéria plástica, em camadas que criam a possibilidade de uma ação sobre as cores, surgindo então os encavos e as escavações, o período das ogivas riscadas sobre camadas de cor”.

“Esta materialidade continua uma relação fundamental em sua pintura até hoje, principalmente as transparências e a opacidade, a figuração e a abstração, o contraste que sobressai nos trabalhos. Seguindo sua trajetória, passa a exercer uma pintura com elementos de construção em telas grandes. Fase dos Cacos. Com origem no piso de seu atelier e nas calçadas paulistanas. Após os Cacos temos as Colunas, onde a técnica desloca-se para o óleo e a passagem das cores. Sobre esta “convivência entre as diferenças, e uma busca da ordem”, este período vem a deflagrar Piões, Vigas, Cruzes, onde a forma curva surge da base das colunas, o vazio e o silêncio”.

“Os trabalhos de Paulo Pasta nestes mais de trinta anos de pintura reafirmam em todas suas fases paisagens que buscam outras. Não são cortes radicais. Aliás, inexiste isto na sua pintura, em seus desdobramentos. Pode-se perceber naturalmente que as Vigas estão presentes até hoje nas Cruzes e Portais de agora, reafirmando a grande coerência para sua pintura, seja na sua verticalidade ou na horizontalidade das figuras, no pensar dos desenhos e pinturas (Paulo trabalha também com xilos e litos), onde o real é na sua superfície apresentado, em lugar de representado, e onde pintar é uma continuidade e uma ruptura com o fazer histórico, dialética que podemos considerar ponto fundamental para que formas e cores se encontrem nesta pintura deslimitada nos horizontes de sua linguagem”.

Abertura:
25 de May de 2017

Exposição:
De 25 de May a 01 de July de 2017